Fiz o rateio da conta de infraestrutura por domÃnio de negócio.
O segundo maior item não era produto. Era observabilidade: cerca de um terço da conta, quase empatado com o produto principal.
E o que esse terço comprava:
- 85,6% dos logs de produção não podiam ser atribuÃdos a nenhum serviço;
- a ferramenta que media tudo não media a si mesma. Sem esse dado, o "um terço" podia ser 25% ou 44%, dependendo do tamanho real das máquinas dela.
No mesmo levantamento apareceu o outro lado:
- as máquinas estavam a 18% de CPU, enquanto os containers passavam de 100% do próprio limite;
- o autoscaling escalava por CPU um serviço que saturava por memória, então nunca acionou;
- quase metade do ambiente de desenvolvimento ficava ociosa.
O gargalo não era falta de máquina. Era configuração, e corrigir configuração tem custo de licença zero.
A economia de maior retorno que encontrei não era trocar de ferramenta. Era corrigir o único ponto que gerava aqueles logs sem dono, com um alvo estimado de 30% a 40% do custo de observabilidade, sem perder nenhum sinal que alguém usa.
O que mudou a conversa com a gestão foi o custo por unidade de negócio. Todo negócio tem a sua: o pedido num e-commerce, a transação num banco, a consulta numa clÃnica, a entrega numa operação de logÃstica, o aluno numa plataforma de ensino. "A infra custa X por mês" não leva a decisão nenhuma. "Cada unidade custa alguns centavos" leva. A pergunta "quanto custa atender mais um cliente?" passou a ter resposta.
Quanto a sua observabilidade custa em relação ao produto que ela observa?














