Foi a primeira vez que eu tive que subir tanta infraestrutura de uma vez sĂł. Fiquei receoso.
"Será que essa brincadeira de subir um cluster Red Hat OpenShift vai me custar caro?"
Por mais que a Oracle Cloud Infrastructure tenha uma boa fama devido ao preço, eu sabia do poder computacional que o Red Hat OpenShift ia demandar.
14 reais. É o preço de um pastel de feira aqui perto de casa.
E foi fácil subir? Sendo minha primeira vez subindo algo operacional dessa magnitude pra testes... não. Mas na segunda vai ser infinitamente mais fácil.
PorquĂŞ? Porque está tudo abstraĂdo. ISO minimalista, por volta dos 150MB; configuração do cluster e das tags simplificada pelo OCI Resource Manager (o Terraform super dotado com formulário da Oracle) + o Red Hat Assisted Manager.
Confira o passo-a-passo aqui: https://github.com/ShlomoChanoch/openshift-oci. Está tudo documentado, e também possui links para a documentação oficial.
O que também me surpreendeu foi aprender o conceito de oCPUs enquanto eu subia as instâncias.
A Oracle criou algo chamado oCPU (Oracle Compute Unit). que é a unidade de medida de computação da Oracle usada na OCI.
Diferente de outros serviços de nuvem, a Oracle vincula seu poder computacional diretamente ao hardware para garantir desempenho.
Isso significa que:
1 OCPU = 1 nĂşcleo fĂsico de processador (com multithreading ativado).
Em uma arquitetura x86, isso equivale a 2 vCPUs (unidades de CPU virtual) em relação padrão da indústria.
"Tá, mas qual a vantagem de um oCPU? Ela custa o mesmo preço que duas vCPUs?" NĂŁo, na verdade Ă© mais poder computacional por um preço mais acessĂvel.
Além disso, o núcleo que você paga é dedicado ao uso da sua instância computacional. Sem disputa de performance entre VMs diferentes.
Isso me lembra o tĂtulo daquele livro: "Scrum: Como fazer o dobro do trabalho na metade do tempo", do Jeff Sutherland.
É o dobro de CPU pela metade do preço.

















